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Sensações de uma brasileira (porém, estrangeira)

por Débora Didonê, didonesanches@yahoo.com

Ao sabor dos ventos e do leito do Rio Amazonas, eu, gaúcha e moradora da capital paulista, naveguei de Manaus a Belém para explorar e fotografar a então desconhecida metrópole encravada na região mais verde do país. A grande cidade se impôs, à primeira vista, nas águas da baía do Rio Guajará, com as ondas que sacudiam meu barco recém-chegado, pouco antes de o sol nascer. Belém, capital do Pará, mostrou-se tomada de carros, prédios, bares, restaurantes — tudo de um caos e de um prazer. É uma cidade que se assume cidade, com arrogância de cidade, mas diante do leito de um rio. Conta sua história na arquitetura, mostra os costumes no açaí e a sensualidade no balanço do lundu. Esse misto de reentrâncias indígenas, riscos europeus e de natural e urbano resulta em uma particular brasilidade.


Açaí, fruta típica do Norte, muito consumida com pirarucu (peixe), camarão descascado ou como sobremesa.

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Casal dançando carimbó e lundu, danças típicas do Norte, de origem indígena e africana, respectivamente.

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Detalhe de um ônibus urbano da capital, a cerâmica marajoara é uma manifestação artística milenar originária da Ilha do Marajó.

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Fachada de prédio histórico de arquitetura portuguesa, na primeira rua de Belém.

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Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, inaugurado em 1901, foi construído com peças de zinco trazidas da Europa.

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No final do Ver-o-Peso no bairro Cidade Velha de Belém, onde há comércio de peixes e açaí.

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